Ex-prefeito de Alvorada é Investigado por desvio de recursos da merenda escolar

G1

Uma operação da Polícia Civil do Tocantins investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar no município de Alvorada. O ex-prefeito Paulo Antônio (DEM) é o principal alvo da apuração, que também mira parentes do político. A investigação revelou o uso de empresas de fachada para desviar mais de R$ 4 milhões, levantando suspeitas de envolvimento de agentes públicos e particulares no direcionamento de recursos para pessoas ligadas ao ex-prefeito. A operação, autorizada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins, cumpriu mandados de busca e apreensão em diversas cidades.

Investigação Apura Desvio Milionário

A investigação policial aponta para um esquema de desvio de verbas públicas destinadas à merenda escolar do município de Alvorada, no Tocantins. Os recursos desviados, estimados em mais de R$ 4 milhões, teriam sido direcionados para empresas de fachada ligadas ao ex-prefeito Paulo Antônio e seus familiares. A suspeita é que o esquema envolva agentes públicos e particulares que teriam manipulado licitações e desviado recursos do Fundo Municipal de Educação.

Prisão em Flagrante Durante a Operação

Durante a operação policial, Alceni Ferreira Meireles Neto, filho do ex-prefeito, foi preso em flagrante ao tentar destruir um aparelho celular. Alceni ocupava o cargo de superintendente de Obras Viárias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Palmas e recebia uma remuneração mensal que variava entre R$ 10 mil e R$ 14 mil. A prefeitura de Palmas informou que a prisão de Alceni não está relacionada com sua atuação no município e que ele será exonerado do cargo.

Detalhes da Operação e Mandados Cumpridos

A Polícia Civil cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Palmas, Alvorada, Nova Rosalândia e Gurupi, resultando na apreensão de quatro veículos. As investigações indicam que o ex-prefeito teria recebido um caminhão como propina durante seu mandato. Membros da família do ex-prefeito também são investigados por suspeita de participação no esquema de recebimento de propinas.

Transferência da Investigação e Possíveis Crimes

Inicialmente, o inquérito do caso foi conduzido pela Polícia Federal. No entanto, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) decidiu que a competência do caso pertence à Justiça Estadual, transferindo a investigação para a Polícia Civil. Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Fonte: https://g1.globo.com

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