Mini-índice (WING26) hoje: correção técnica e agenda externa no radar
Confira o que a análise técnica aponta para o mini-índice hoje (19 de janeiro)
IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.
Em termos práticos, isso indica que a Vale pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que C&A enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Bradespar (BRAP4), Gerdau (GOAU4), Embraer (EMBJ3) e Gerdau (GGBR4).
Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Vivara (VIVA3), Rumo (RAIL3), Smart Fit (SMFT3) e Hapvida (HAPV3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Vale (VALE3)
A Vale (VALE3) mantém forte tendência de alta no curto prazo, após sucessivas renovações de máxima. Pelo gráfico diário, o ativo negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça a leitura construtiva e a predominância do fluxo comprador. Na última sessão, a ação fechou próxima da estabilidade, com leve alta de 0,04%, aos R$ 78,88, após oscilar entre a mínima de R$ 77,57 e a máxima de R$ 78,88, mantendo-se próxima do topo histórico.
Apesar do cenário amplamente positivo, o movimento já se encontra esticado, com afastamento relevante das médias móveis, e o IFR (14) em 80,68 sinaliza sobrecompra. Esse conjunto de fatores pode abrir espaço para correções pontuais ou consolidação no curto prazo, embora, até o momento, não haja sinais técnicos claros de reversão.
Para dar continuidade ao fluxo comprador, o ativo precisa romper a máxima histórica em R$ 79,64, o que pode destravar novas projeções de alta. Por outro lado, um movimento corretivo mais consistente tende a ganhar força caso haja perda da região das médias móveis, com atenção especial aos suportes mais próximos.
Resistências: R$ 79,64 (máxima histórica); R$ 80,34; R$ 81,29; R$ 83,40; R$ 85,31; R$ 88,40.
Suportes: R$ 76,59; R$ 74,20; R$ 71,65; R$ 68,98; R$ 65,70; R$ 63,92.

Análise técnica C&A (CEAB3)
A C&A (CEAB3) segue em tendência de baixa no curto prazo desde a máxima em R$ 20,58. Pelo gráfico diário, o ativo negocia abaixo das médias móveis, reforçando a dominância vendedora. Na última sessão, houve leve forte de 4,33%, com fechamento aos R$ 9,51, movimento que, por enquanto, tem caráter mais técnico do que de reversão.
O papel está afastado das médias, e o IFR (14) em 25,39 indicando sobrevenda, o que pode favorecer repique ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, não há sinal técnico claro de reversão, mantendo o viés negativo.
Para retomar fluxo altista, será necessário superar R$ 10,10 e, principalmente, a região de R$ 11,00. Já a continuidade da baixa ganha força com a perda de R$ 9,44, abrindo espaço para R$ 9,18 e níveis inferiores.
Resistências: R$ 10,10; R$ 11,00; R$ 11,99; R$ 12,95; R$ 14,22; R$ 15,32 (MM200).
Suportes: R$ 9,44; R$ 9,18; R$ 8,62; R$ 8,06; R$ 7,05; R$ 6,44.

(Rodrigo Paz é analista técnico)