Operação Máximus: PF descarta conexão de senadores do TO para manter inquérito no STF

Supremo Tribunal Federal | Foto: Wallace Martins/STF

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em relatório parcial remetido em 13 de janeiro de 2026, que não identificou elementos que justifiquem a manutenção na Corte do inquérito da Operação Máximus. A investigação apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas e comercialização de decisões judiciais no Tocantins. A remessa do caso ao STF ocorreu em julho do ano passado, por decisão do ministro Cristiano Zanin, devido à possível menção de autoridades com foro por prerrogativa de função, porém, a PF aponta a ausência de conexão direta que fundamente a permanência da competência superior.

Menções a Autoridades e Ausência de Provas Diretas

O relatório da delegada Taís Vione Trindade, acessado pelo Jornal Opção Tocantins, registra que as citações a autoridades com possível foro são, até o momento, indiretas e não vieram acompanhadas de provas autônomas que indiquem participação em ilícitos penais. Foram mencionadas a senadora Dorinha (UB), associada a uma conversa sobre 'prestação de contas' sem qualificação completa, e a ex-ministra Cristiane Rodrigues Britto, apontada como possível referência à 'Ministra Cris' em diálogos sobre articulações políticas. O senador Eduardo Gomes (PL) foi citado porque um dos investigados exerceu cargo comissionado em seu gabinete. Além disso, consta referência ao ministro Dias Toffoli em um diálogo sobre eventual vaga no Tribunal de Justiça do Tocantins pelo quinto constitucional, citação que a autoridade policial consignou não configurar, por si só, imputação de conduta.

Segundo o documento da Polícia Federal, até o estágio atual da apuração, não foram identificados elementos mínimos de autoria e materialidade que indiquem participação direta das autoridades citadas em organização criminosa, solicitação ou recebimento de vantagem indevida, ou interferência concreta em decisões judiciais.

Competência e Futuro da Investigação

A permanência do inquérito no STF foi anteriormente fundamentada na hipótese de conexão probatória com a Operação Sisamnes. Contudo, o relatório enviado à Corte aponta que, até o momento, essa conexão não se confirmou, permitindo que as investigações prossigam de forma independente em instâncias inferiores. O documento da PF conclui que, no estado atual da apuração, não há autoridade com foro por prerrogativa de função formalmente investigada que justifique a manutenção da competência do Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal ressalta que o relatório é parcial e que uma parte significativa do material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos e dados telemáticos, ainda não foi integralmente analisada. Conforme consignado no documento, a avaliação poderá ser revista após a conclusão de todas as perícias pendentes, o que poderá alterar o cenário da competência judicial.

Fonte: https://tocantins.jornalopcao.com.br

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