Mesmo após nota oficial garantindo a regularização dos pagamentos, médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) continuam sem receber salários atrasados há cerca de quatro meses. O pagamento, segundo a Prefeitura, deveria ter sido efetuado nesta segunda-feira (12), o que não ocorreu.
A situação escancara mais um episódio de desorganização administrativa e falta de compromisso com profissionais essenciais para o funcionamento da saúde pública. Médicos relatam dificuldades financeiras, desmotivação e insegurança, enquanto seguem mantendo atendimentos em unidades já sobrecarregadas.
A nota divulgada pela gestão municipal criou expectativa de solução imediata, mas, na prática, não passou de mais uma promessa não cumprida. O atraso prolongado compromete diretamente a qualidade do atendimento à população e evidencia o descaso da administração com quem está na linha de frente do sistema de saúde.
Sob a gestão do prefeito Eduardo, a Prefeitura volta a ser alvo de críticas por falhas na condução de serviços básicos. O discurso oficial não tem se sustentado diante da realidade enfrentada por servidores e usuários do SUS, que convivem diariamente com incertezas e improvisos.
Enquanto a Prefeitura silencia após o não cumprimento do prazo anunciado, médicos seguem cobrando respeito, transparência e, sobretudo, o pagamento pelo trabalho já realizado. A pergunta que permanece é simples: até quando a saúde pública será tratada com promessas em vez de soluções concretas?