Inflação nos EUA: núcleo do PCE repete alta e avança 0,2% em novembro

Bandeiras do Brasil e dos EUA (Foto: Divulgação: Embaixada dos Estados Unidos)

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,2% em novembro na base de comparação mensal, mesmo número registrado em outubro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Departamento de Comércio. Na comparação anual, a alta do núcleo foi de 2,7%.

O índice cheio do PCE aumentou 0,2% em novembro, igualando o avanço de outubro. Nos 12 meses até novembro, o PCE subiu 2,8%, de 2,7% em outubro.

O número ficou um pouco acima do esperado. O consenso da pesquisa Reuters apontava um PCE em 12 meses novamente em 2,7%.

No entanto, o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, considerados mais voláteis, é o que mais importa. Este é o indicador preferido do Federal Reserve para conduzir a política monetária nos EUA.

A divulgação dos dados combinados de outubro e novembro foram adiados devido à paralisação do governo de 43 dias.

Gastos do consumidor

Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram em novembro e outubro, provavelmente mantendo a economia no caminho certo para um terceiro trimestre consecutivo de forte crescimento.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,5% tanto em novembro quanto em outubro. Economistas consultados pela Reuters tinham previam alta de 0,5% em novembro.

O escritório informou mais cedo nesta quinta-feira que a economia cresceu a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre, depois de expandir 3,8% no trimestre de abril a junho.

A economia está sendo impulsionada principalmente pelos gastos dos consumidores e por um déficit comercial cada vez menor, uma vez que as tarifas do presidente Donald Trump restringem as importações.

No entanto, as tarifas aumentaram os preços para os consumidores, e economistas dizem que os gastos são sustentados pelas famílias de renda mais alta, enquanto as de renda média e baixa enfrentam uma capacidade limitada de substituir as compras.

Inflação ‘camuflada’

Embora a inflação tenha diminuído em outubro e novembro, isso ocorreu porque a paralisação do governo injetou um viés de baixa nos preços.

O governo não conseguiu coletar a maioria dos dados para compilar o relatório do índice de preços ao consumidor de outubro. Da mesma forma, a maioria dos dados não estava disponível para o relatório de preços de importação de outubro.

Essas lacunas de dados também afetaram os relatórios do índice de preços ao consumidor e dos preços de importação de novembro.

(com Reuters)

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