O envelhecimento natural, a obesidade, algum trauma ou somente o uso repetitivo das articulações pode levar ao desenvolvimento da artrose ou osteoartrite. A doença se dá pelo desgaste da cartilagem articular, resultando no atrito entre ossos, inflamação, dor, rigidez e perda de mobilidade. O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) orienta aos seus beneficiários a procura pelo médico ortopedista ao sinal de dor.
A artrose afeta principalmente articulações de carga, como joelhos, quadris, coluna e mãos e, apesar de não ter cura, permite tratamento com fisioterapia e medicamentos que melhoram a qualidade de vida. O ortopedista Natanael Sena, que atende na Unidade Regional do Ipesaúde em Itabaiana, explica que, em geral, a doença vai surgir no decorrer dos anos, sendo mais comum no paciente idoso, mas também acontece nos jovens.
“A cartilagem vai desgastando aos pouquinhos, então, é mais comum no paciente mais idoso mesmo. Mas também pode acontecer no paciente jovem mediante traumas, quando aquela cartilagem pode sofrer um desgaste natural e aí, realmente, também ter artrose no paciente jovem. Então, teve dor em qualquer articulação, principalmente articulação de carga, tem que procurar uma avaliação médica. O ideal é com o ortopedista, para a gente conseguir entender qual é o verdadeiro motivo. Tem várias causas possíveis e a artrose é uma delas. Temos que investigar qualquer outra lesão articular para entender, na verdade, qual é o verdadeiro motivo da dor”, informa o médico.
Beneficiária do Ipesaúde, Albertina do Nascimento buscou atendimento na Unidade de Itabaiana e realizou consulta com um ortopedista. Ela conta que tratava sozinha das dores e já não estava mais conseguindo conviver com elas, pois atrapalha bastante o seu dia a dia. “É a minha primeira vez no ortopedista. Sempre fui passando aqueles “doutorzinhos”. À noite, eu passava no joelho, nas costas, nas mãos, no braço e só. Às vezes, eu achava que [as dores] era porque trabalhei 30 anos como merendeira e movimentava muito o pé”, relata.
Controle e cuidado
Uma maneira eficiente de controlar a doença é a prática regular de atividade física, como confirma o ortopedista do Ipesaúde. “É fundamental. A artrose a gente tem que tentar controlar justamente para evitar essa progressão. Quanto maior a demanda muscular, o grupamento muscular no qual houver a dor de uma articulação, e menor o peso corporal, essa combinação será ideal para a prevenção dessa artrose ao longo do tempo”, explica.
A genética tem uma influência grande na predisposição para a doença, mas não é o único fator determinante. Existe uma combinação de situações que podem desencadear a piora da artrose ou a progressão dela com o passar do tempo. “Hoje tem muita coisa que pode ser feita na ideia de prevenção da piora da lesão e, até mesmo, evitar uma cirurgia futura. E nos casos que forem cirúrgicos, avaliar se realmente é a verdadeira indicação para poder ser feito na melhor hora, para o paciente evoluir bem, com conforto, com melhora da qualidade de vida e ficar bem satisfeito”, completa Natanael Sena.
Atendimentos
A Regional do Ipesaúde em Itabaiana tem possibilitado o acompanhamento e a prevenção de problemas ortopédicos entre os beneficiários. Além do atendimento médico, a unidade oferece o serviço de fisioterapia, ampliando o cuidado e garantindo continuidade ao tratamento.
Em 2025, foram registrados 1.887 atendimentos ortopédicos realizados semanalmente na unidade. Já na fisioterapia, que atua de forma integrada ao acompanhamento, o número ultrapassou 10 mil atendimentos ao longo do ano.
Grande parte dos atendimentos fisioterápicos está relacionada à área ortopédica. Embora a artrose seja frequentemente associada aos joelhos, o acompanhamento também envolve outras regiões do corpo, como coluna, ombros e pés, permitindo uma abordagem mais ampla e voltada à qualidade de vida dos pacientes.




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