Almofadas em formato de coração que representam muito mais do que objetos decorativos foram confeccionadas por reeducandos na oficina de corte e costura, que fica dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Alagoas (PSM2), no sistema prisional alagoano. Elas oferecem conforto às mulheres que realizaram cirurgia de câncer de mama (mastectomia) e precisam de acolhimento, de alívio à dor física e psicológica.
Na oficina de corte e costura 250 “Almofadas do Coração” foram fabricadas pelos reeducandos e serão entregues a hospitais que tratam mulheres, além de instituições, uma delas a Mama Renascer, que recebeu cem unidades das mãos do secretário Diogo Teixeira, titular da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
A instituição Mama Renascer é uma organização não governamental que luta por igualdade nos serviços oncológicos e dá apoio a mulheres que enfrentam ou enfrentaram um câncer de mama. O projeto acolhe mulheres em tratamento inicial contra o câncer em vulnerabilidade social, que moram em Maceió. O atendimento é assistencial, de orientação e apoio.
“É gratificante para nós da secretaria poder contribuir de uma forma tão importante, em um momento delicado para as mulheres. Com a fabricação e a entrega das almofadas, estamos também cuidando dessas mulheres, trazendo um pouco de conforto nessa fase difícil”, explica o secretário Diogo Teixeira.

O secretário acrescenta ainda que o processo de fabricação das “Almofadas do Coração” também é parte importante do papel da Seris junto à sociedade, na promoção da ressocialização de presos e presas.
As almofadas geralmente são colocadas sob a axila e ajudam a aliviar a dor da incisão cirúrgica, reduzir o inchaço linfático e diminuir a tensão nos ombros, proporcionando conforto no pós-operatório.
A ação é inspirada no "Heart Pillow Project", criado nos EUA pela especialista em oncologia Janet Kramer-Mai.
“Estou muito agradecida e feliz porque fomos escolhidas. A Mama Renascer é uma instituição pobre e vive de doação. A almofada de coração tem muita importância na vida da mulher que fez a mastectomia, é funcional, é terapêutico. Isso porque a falta da mama desequilibra o corpo e a almofada do coração embaixo do braço equilibra, protege, acaricia, dá conforto”, explica a advogada e pedagoga Walkyria Lins de Araújo, presidente do Mama Renascer.

O policial penal Marcellus Salustre Marcato, chefe da Penitenciária de Segurança Máxima, conta que a confecção das 250 almofadas durou três meses. “A ressocialização na unidade prisional é o nosso maior objetivo, impactando a vida do outro. A confecção das almofadas é muito importante para quem recebe, no caso as mulheres, e também os reeducandos que têm a oportunidade de realizar uma ação tão importante para o próximo e para si”, conclui.
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