A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza mais um ciclo de ações educativas em saúde ambiental. Nesta sexta-feira (22), os Agentes de Combate a Endemias (ACE) estiveram na orla de Cabo Branco promovendo a conscientização da população para prevenção de arboviroses, roedores e caracol africano.


A iniciativa, coordenada pela Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), faz parte de um esforço permanente que já soma 76 ações educativas realizadas nos primeiros quatro meses de 2026, percorrendo pontos estratégicos como escolas, unidades de saúde, mercados públicos e, agora, a zona turística da Capital.
O objetivo é conter o avanço de pragas urbanas e de arboviroses, em um ano que já registra 1.648 casos de Dengue, um óbito confirmado e outro em investigação, além de 18 casos de chikungunya (zika segue com zero registros), segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
“Queremos conscientizar comerciantes, clientes e turistas de que a saúde coletiva é uma responsabilidade compartilhada. Nosso objetivo é aproveitar esse fluxo de pessoas para levar informação direta sobre a prevenção. Queremos transformar cada cidadão em um agente de saúde dentro de sua própria casa, hotéis ou ambiente de trabalho”, explicou diretora de Vigilância Ambiental da SMS, Juliana Trigo.

O biólogo e ACE Daniel Dantas, acredita que a continuidade desse trabalho preventivo depende da participação de toda a comunidade de forma constante e reforça que o poder da informação é o caminho mais eficiente para proteger a saúde de todos.
“Nossa cidade está recebendo muitos turistas e está em constante crescimento imobiliário, o que acaba fragmentando as áreas de Mata Atlântica e afetando a natureza. Como o mosquito da dengue se adapta muito fácil às cidades, quando o espaço natural dele diminui, ele invade ainda mais as nossas casas. A educação ambiental não é uma disciplina. Educação ambiental é uma ideia transformadora de mentalidade para o cidadão”, ressaltou o biólogo, durante a ação educativa desta sexta.
Para a turista gaúcha Cleci Camargo, que veio de Passo Fundo visitar a filha e a neta que moram na Capital, ver o trabalho preventivo na faixa de areia traz uma grande sensação de segurança. Ela relatou que ações como essa fazem com que os visitantes se sintam bem acolhidos.
“Me sinto cuidada, protegida. Minha filha teve chikungunya anos atrás e foi terrível, ela ficou muito mal. Então, ver esse cuidado de perto é muito bom. Para a gente que vem passear na praia, traz muito mais segurança para aproveitar o mar, voltar mais vezes e trazer toda a família, inclusive as crianças, sem medo”, afirmou Cleci Camargo.

A ação também reforça o alerta para os sintomas: febre e dores no corpo (comum às arboviroses) e a dor nas panturrilhas (sinal característico da leptospirose após contato com água ou lama). Em todos os casos, a orientação é a busca imediata por atendimento médico. A expectativa da SMS é que esse trabalho permanente gere resultados duradouros na saúde e na qualidade de vida de toda a comunidade.
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