Fotos: Michelle Valle / Comunicação CEPON
Neste mês, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), unidade do Governo do Estado em Florianópolis, reforça a importância da conscientização sobre o câncer cerebral e os sinais de alerta que o corpo pode apresentar. Em 2025, foram acompanhados 42 pacientes em tratamento para a doença. Um deles, é Carolina Nascimento, que aos 29 anos foi diagnosticada com glioblastoma, um tumor cerebral localizado na região temporal esquerda. Antes da descoberta, conviveu por meses com dores de cabeça intensas e persistentes. Atualmente, está bem e segue em acompanhamento.
O câncer cerebral é caracterizado pelo crescimento anormal de células do SNC e pode comprometer as funções do organismo e impactar significativamente a qualidade de vida do paciente. Os sintomas podem surgir de forma gradual e incluir dores de cabeça frequentes — que não melhoram com analgésicos —, alterações de equilíbrio, dificuldades motoras e sensoriais.
Depois da cirurgia, Carolina realizou 30 sessões de radioterapia associada à quimioterapia durante seis meses no Cepon. “O acolhimento da equipe fez toda a diferença durante o processo para eu conseguir enfrentar esse desafio”, afirma.

Hoje, Carolina retomou a rotina e celebra a recuperação. “Estou bem, cuidando das minhas meninas e não sinto mais aquela dor constante. Minha visão e meus movimentos estão normais”. Ela ainda reforça: “Dor constante não é normal. Procure um médico”.
Santa Catarina deve registrar cerca de 750 novos casos de câncer do sistema nervoso central (SNC) em 2026, sendo aproximadamente 50 em Florianópolis, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
O Estado possui 21 unidades de saúde estruturadas e habilitadas para realizar o tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídas em todas as regiões, sendo o CEPON uma delas.
Sinais de alerta e diagnóstico
De acordo com o diretor-geral do Cepon, Alvin Laemmel, os sintomas variam conforme a localização, o tamanho e a velocidade de crescimento do tumor. “As dores de cabeça frequentes e progressivas, acompanhadas de sintomas que não melhoram com analgésicos comuns e pioram ao se deitar, frequentemente marcam o início do quadro. À medida que o tumor evolui, podem surgir convulsões, alterações sensoriais, episódios de inconsciência e mudanças significativas na personalidade ou nas funções cognitivas”, explica.
Outros sinais incluem alterações na fala, visão, audição e equilíbrio, além de redução da sensibilidade ao tato ou à temperatura. A persistência desses sintomas deve ser investigada por avaliação médica especializada.
Os fatores de risco para o câncer cerebral incluem exposição à radiação ionizante, histórico familiar, síndromes genéticas, imunodeficiência e contato ocupacional com substâncias químicas, como metais pesados e pesticidas. Embora não existam formas comprovadas de prevenção, hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo são fundamentais para favorecer o diagnóstico precoce e ampliar as chances de tratamento eficaz.
O Cepon é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), sob gestão da Fahece.
Texto: Michelle Valle / Comunicação CEPON
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