Nos últimos dias da 24ª Semana Nacional de Museus, 23 e 24, o Forte do Presépio promoveu duas ações educativas. No sábado (23), a atividade “Xadrez dos Mundos”, reuniu um grupo de jovens e utilizou o jogo como ferramenta pedagógica para estimular reflexões sobre os povosindígenas e os processos de colonização.
Diferente do jogo tradicional, o tabuleiro usado é uma réplica do Forte do Presépio feita em 3D e as peças são divididas entre indígenas e colonizadores, neste caso, portugueses. A figura do rei, de um lado é representada pelo rei de Portugal, do outro, pelo cacique Guaimiaba. Os bispos são os padres que acompanhavam os portugueses nesse processo, e os pajés dos grupos indígenas que tinham esse papel de fazer a mediação entre as entidades divinas e o próprio grupo, cada qual dentro das suas crenças.
“Na verdade, esse processo de colonização foi um tabuleiro de xadrez e continua sendo. No primeiro momento, aparentemente os povos originários e indígenas foram vencidos, mas o tempo tem mostrado o contrário para nós”, explica o educador do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Saint Clair.
“Os estudantes vieram para cá para disputar essa partida de xadrez, não só como um jogo, mas sim para conhecimento da própria história, e o resultado foi satisfatório. Os grupos que venceram as partidas foram premiados com uma réplica desse tabuleiro e as outras réplicas estão sendo encaminhadas para as escolas, e aqui para o próprio Museu do Forte”, conclui o educador.
A atividade também está diretamente relacionada ao tema da Semana Nacional de Museus, “Museus Unindo um Mundo Dividido”, como explica o diretor do Forte, Igor Zampolo. “O jogo dos mundos, como a gente quis chamar o jogo de xadrez, foi uma ideia justamente para aproximar os visitantes do museu durante essa 24º semana de museus. O mais interessante é que o tabuleiro foi criado no formato do Forte para simbolizar esse espaço que foi um cenário de conflitos e guerras entre os colonizadores e os indígenas”, conta.
No dia seguinte, domingo (24), o Forte realizou o “Varal de Épocas”, uma construção coletiva com os visitantes do museu. O material foi inspirado em obras da arte brasileira e do patrimônio material.
Além das atividades no Forte do Presépio, a Secretaria de Estado de Cultura também promoveu ações em outros equipamentos culturais neste final de semana. No Museu de Arte Sacra, a exposição “Circulação Insular” seguiu aberta na Galeria Fidanza até domingo. Já na Casa das Onze Janelas, foi realizado um passeio ilustrado pelo Jardim das Esculturas, com mediação sobre a coleção de arte contemporânea do espaço.
Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult
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