As inscrições para o primeiro módulo de 2026 do workshop do projeto Choro do Pará estão abertas até o dia 6 de junho, por meio deste link . O treinamento será realizado na Casa da Linguagem, em Belém, com aulas de 5 a 27 de junho, sempre às sextas-feiras e aos sábados, das 16h às 19h. A atividade é gratuita e voltada para músicos amadores ou profissionais de todas as idades que tenham instrumento próprio e dominem noções básicas de execução musical.
O objetivo da atividade é integrar e capacitar novos componentes na linguagem do choro, e para participar, os alunos devem trazer seus instrumentos próprios como cavaco, violão, bandolim, contrabaixo acústico, sax, flauta, clarinete, trompete ou itens de percussão e sopro, a exemplo de pandeiro, reco-reco, tamborim e ganzá. O repertório selecionado para este módulo traz clássicos nacionais e paraenses, como Soluçando (Candinho), e Meu Sabiá (Raul Silva), além de uma sequência de peças de Pixinguinha que inclui O Rasga, Carinhoso, Cochichando, Proezas de Solon e Devagar e Sempre.
A identidade musical local é representada pelas composições Amor pra Dar (Luiz Pardal), Mela o Beiço, (Elzaman Bittencourt), Chegou o Zé, (Adamor Ribeiro), e Cheiros do Pará (Sebastião Tapajós). A condução das turmas fica sob a responsabilidade dos professores Emílio Meninéa, na percussão, Misael Carvalho, encarregado dos violões de 6 e 7 cordas e da regência, Carlos Meireles Buchecha, no cavaquinho, e Claudionor Amaral, na orientação dos instrumentos solo.
A iniciativa começou em 2005, quando o então gerente de música do antigo Instituto de Artes do Pará (IAP), Jaime Bibas, trouxe a Belém membros do Instituto Jacob do Bandolim para ministrar um workshop. Paulinho Moura, técnico em gestão cultural da FCP, explicou o desdobramento daquela ação.
“No ano seguinte, o Jaime me chamou pra formatar um laboratório cuja proposta seria formar novos grupos regionais. Então, formatamos, com Yuri Guedelha, Emílio Mininéia e Carlos Bochecha Meireles. Já no final dessa primeira experiência, realizamos nosso primeiro concerto na Casa das Artes. E dessa primeira edição saíram os grupos Charme do Choro e Corda Solta e no seguinte o Chorando pra cachorro, relembrou. Em seguida, a atividade foi levada para a antiga Fundação Tancredo Neves e, com a unificação das instituições em 2015, permaneceu na instituição.
Em 2026, o projeto alcança a marca de 20 anos como uma política pública de ensino não formal do choro como gênero musical na capital paraense. Sob a administração da FCP, o programa funciona regularmente com oficinas na Casa das Artes ou Casa da Linguagem. O músico e servidor Paulinho Moura responde pela coordenação pedagógica e musical das oficinas práticas, que atendem os estudantes por meio de módulos anuais divididos entre naipes de percussão, cordas e instrumentos solo.
A abertura deste workshop reafirma o papel da Fundação Cultural do Pará (FCP) como o principal órgão do estado responsável pela execução das políticas públicas de cultura do estado do Pará. Ao garantir a continuidade do projeto Choro do Pará ao longo de duas décadas e oferecer aperfeiçoamento musical gratuito, a FCP cumpre as diretrizes estaduais de fomento à produção artística, salvaguarda do patrimônio imaterial e formação continuada de instrumentistas na Amazônia.
Acompanhe as ações da FCP pelo site (fcp.pa.gov.br) e rede social (instagram.com/fundacaoculturalpa).
Serviço:
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