Crianças atendidas pela Escola Hospitalar vinculada à Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) participaram de uma oficina educativa que vai resultar em uma homenagem especial aos doadores de sangue. A atividade integra a programação alusiva ao Dia Mundial do Doador de Sangue e culminará, no próximo dia 19, com uma apresentação no auditório da instituição.
Durante a oficina, os participantes confeccionaram e personalizaram sombrinhas que serão utilizadas na homenagem aos voluntários. Ao som de uma música, as crianças entrarão no auditório com os adereços e entregarão brindes aos doadores como forma de reconhecimento pelo gesto solidário que contribui diretamente para a continuidade dos seus tratamentos e para a melhoria da qualidade de vida.
A pedagoga da Escola Hospitalar do Hemopa, Gilda Saldanha, explica que a proposta reuniu atividades de leitura, escrita e expressão artística para destacar o significado da doação de sangue na vida dos pacientes.
"Essas crianças conhecem de perto a importância da doação. Elas sabem que esse gesto permite que continuem estudando, brincando e convivendo com suas famílias. A homenagem é uma forma de agradecer a quem faz diferença em suas vidas", destacou.
A escolha das sombrinhas também possui um significado especial. Segundo Gilda, o objeto foi adotado como símbolo de proteção e cuidado. "Assim como a sombrinha protege do sol e da chuva, os doadores representam cuidado e esperança para quem depende das transfusões de sangue. É uma maneira de mostrar que esse gesto acolhe e protege muitas vidas", afirmou.
A oficina também integrou as ações desenvolvidas pelo projeto "Leitura de Mundo", conduzido pela professora da Seduc e referência do atendimento educacional hospitalar do Hospital João de Barros Barreto, Rita Rosa. A proposta incentiva as crianças a refletirem sobre os espaços e vínculos que fazem parte de suas trajetórias. "Utilizamos as sombrinhas para trabalhar os territórios que essas crianças ocupam. O Hemopa é um deles e representa não apenas o cuidado com a saúde, mas também o afeto, o acolhimento e a construção da rotina durante o tratamento", explicou.
Para a educadora, a sombrinha simboliza a rede de apoio formada pela família, pela escola e pelos profissionais de saúde. "Cada parte dela representa um cuidado. Quando tudo isso se une, forma a proteção necessária para garantir bem-estar e qualidade de vida aos pacientes", ressaltou.
A iniciativa reforça o reconhecimento aos doadores voluntários e evidencia como a doação de sangue vai além de um procedimento médico: ela se traduz em esperança, proteção e na possibilidade de crianças e adolescentes seguirem vivendo plenamente a infância, cercados pelo cuidado de quem escolhe salvar vidas.
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