Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
O professor Yuri Michael Pereira Costa, doutor em História e docente da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), participou, nesta quarta-feira (13), de entrevista no programa ‘Diário da Manhã’, na Rádio Assembleia (96,9 FM). Ele discorreu sobre o significado histórico do dia 13 de Maio no contexto da escravidão negra no Maranhão.
Durante a entrevista ao radialista Henrique Pereira, o professor Yuri Costa informou que foi convidado para proferir uma palestra sobre o mito do 13 de maio e as lutas por reparação histórica da população negra.
A palestra, que deverá ser proferida no Auditório Deputado Gervásio Santos (Plenarinho), na Assembleia Legislativa do Maranhão, na sexta-feira (15), promete abrir um debate qualificado e necessário sobre um dos episódios mais emblemáticos — e mais mitificados — da história brasileira: a abolição da escravidão.
Intitulada “O ‘13 de maio’ no Maranhão e o fim da escravidão”, a conferência examinará criticamente a construção histórica do mito em torno da data e da figura da Princesa Isabel, ao mesmo tempo em que discutirá as consequências dessa abolição incompleta e os desafios contemporâneos da reparação racial.
Yuri Costa fez um relato de seu trabalho acadêmico que analisa a província do Maranhão no século XIX, examinando suas características socioeconômicas e debatendo a estruturação e a dinâmica do sistema escravista nesse contexto.
“Nesse nosso trabalho apresentamos, inicialmente, algumas características geográficas da província, discutindo seu processo de ocupação e a composição da sociedade daquela época. Analisamos a economia de fins do século XVIII e ao longo do século seguinte, dando ênfase ao apogeu da indústria monocultora e ao decadentismo que marca o discurso das elites após a derrocada da grande lavoura”, explicou Yuri Costa.
Impactos
Ele acrescentou que, sobre o cativeiro, investiga os impactos no funcionamento do escravismo após a proibição do tráfico transatlântico, dedicando-se ainda ao estudo da distinção entre o trabalho servil no campo e na cidade. E busca, por fim, criticar as formas de resistência de negros e negras escravizados no Maranhão oitocentista.
Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.
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