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SP POD: comandante da PM destaca queda da criminalidade e expansão da rede de proteção às mulheres
Em entrevista ao podcast, coronel Glauce Anselmo Cavalli fala sobre avanços da corporação e aponta integração, inteligência e tecnologia como pilar...
17/06/2026 09h06
Por: Redação Fonte: Secom SP

A primeira mulher a assumir o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo em quase 200 anos de história da corporação, a coronel Glauce Anselmo Cavalli, afirma que sua nomeação representa um marco não apenas para a instituição, mas para toda a sociedade. Em entrevista ao SP POD, videocast da Agência SP, a comandante-geral destacou que a conquista é resultado de uma trajetória construída por gerações de policiais militares e reforçou o compromisso de ampliar os avanços da segurança pública no estado.

“É um avanço institucional, certamente, mas também um avanço de toda a sociedade. Me sinto muito honrada, mas junto com essa satisfação vem um sentimento de responsabilidade. Represento uma caminhada de muitos profissionais, homens e mulheres. As mulheres ingressaram na Polícia Militar em 1955 e completamos recentemente 71 anos dessa trajetória de dedicação, mérito e compromisso. É um ponto de chegada, mas também um ponto de partida nesse avanço”, afirmou a comandante.

Com 33 anos de carreira na corporação , Glauce relembrou que ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco ainda no fim da adolescência, motivada pela possibilidade de seguir uma carreira até então predominantemente masculina. Segundo ela, assumir o posto mais alto da instituição foi uma surpresa, mas também a oportunidade de colocar em prática toda a experiência acumulada ao longo da trajetória profissional.

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Ao comentar o impacto de sua nomeação, a coronel ressaltou a importância da representatividade feminina nos espaços de liderança. “Exemplos arrastam. Acredito que esse avanço possa impulsionar não apenas a presença de mulheres à frente das instituições policiais, mas em todos os espaços de liderança. Sempre com dedicação, mérito e competência, que é o principal legado que queremos deixar”, disse.

Sobre os desafios à frente da maior polícia militar do país, a comandante apontou a manutenção da queda dos índices criminais como uma das principais prioridades do comando. “Temos muita clareza de que os resultados vêm da combinação de esforços e medidas. Quanto maior a integração entre as forças policiais, os órgãos de segurança e os entes federativos, maior é a nossa força. Com tecnologia, inteligência e estratégia, seguimos fortalecendo o combate à criminalidade e garantindo mais segurança para a população paulista”, destacou.

Reforço no efetivo policial

Durante a entrevista, a comandante também destacou os investimentos realizados pelo Governo de São Paulo para reforçar o efetivo policial, ampliar o uso de tecnologia e fortalecer a integração entre as forças de segurança. Entre as iniciativas citadas estão a formação de novos soldados e a abertura de concursos públicos. Com a última formatura, realizada na terça-feira (9), o estado ultrapassou a marca de 16,2 mil policiais formados desde o início de 2023. Deste total, são 11,1 mil policiais militares, 4,6 mil policiais civis e 532 policiais técnico-científicos.

Também há outros 2,2 mil policiais em formação — quase 1,2 mil PMs e 474 delegados —, além de 5,7 mil vagas em concursos em andamento e outras 2,4 mil autorizadas.

No último dia 3, o Governo de São Paulo publicou o edital do concurso para a contratação de mais 2 mil soldados da PM. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de junho e 21 de agosto, por meio da Fundação Vunesp. Há ainda 200 vagas para alunos-oficiais da Polícia Militar. As inscrições seguem abertas até 15 de julho.

Combate à violência contra as mulheres

A comandante também enfatizou as ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, como a ampliação das Cabines Lilás, a criação dos Espaços Lilás e o lançamento do Patrulha Mulher Segura, primeira estrutura de ronda da Polícia Militar voltada exclusivamente à proteção das mulheres no estado, além das novas funcionalidades do aplicativo SP Mulher Segura, que reúne ferramentas de proteção, denúncia e acolhimento às vítimas.

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A comandante-geral da PM destacou que um dos grandes desafios atuais é a subnotificação dos casos de violência contra a mulher. “A violência doméstica é um crime que muitas vezes acontece longe dos olhos do poder público. Não conseguimos acessá-la apenas por meio do policiamento ostensivo nas ruas ou das câmeras de monitoramento. Para enfrentá-la, precisamos garantir que as vítimas se encorajem e busquem essa rede protetiva. Minha mensagem é: vocês não estão sozinhas. Contem conosco”, afirmou.

Criado em 2024, o aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços de proteção em um único ambiente digital e integra as ações do movimento SP Por Todas, iniciativa voltada à ampliação das políticas públicas de acolhimento, proteção e autonomia feminina.