A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) vai investir cerca de R$ 1 bilhão na construção de uma estação de compressão de gás natural que será localizada em Japeri, na Baixada Fluminense, no Rio, e de um ponto de recebimento de gás em Macaé, na região Norte do estado do Rio de Janeiro.
A NTS opera uma rede de gasodutos que liga três dos quatro estados do Sudeste (Rio, Minas Gerais e São Paulo) ao gasoduto Brasil-Bolívia. O projeto é visto como essencial para aumentar a capacidade de transporte de gás natural no Brasil, compensando a redução da importação da Bolívia e ainda contribuindo para ampliar a disponibilidade de gás para indústrias e consumidores nos grandes centros econômicos do país.
Projeto tem mais de duas décadas
Em estudo desde 2002, a estação em Japeri terá capacidade de processar 25,3 Mm³/dia (milhões de metros cúbicos por dia). A NTS afirma que o projeto “tem como objetivo gerar flexibilidade comercial aos agentes da indústria de gás natural, aumentando a capacidade de movimentação firme de gás natural produzido no país para os estados de São Paulo e do Sul do Brasil”.
A NTS explicou que o projeto envolve o recebimento de gás natural proveniente do Projeto Raia, no pré-sal da bacia de Campos. A NTS lembrou que o empreendimento vai permitir a injeção de até 16 Mm³/dia de gás natural proveniente do pré-sal. Em seguida esse gás vai até Japeri.
“A construção representa um marco para a superação de gargalos estruturais e para a garantia do abastecimento da região mais desenvolvida do país, o Sudeste, atendendo à sua crescente demanda por energia. A iniciativa é a primeira fase de investimentos estruturantes em curso para desengargalar a malha de gasodutos do país, num plano coordenado apresentado pelas transportadoras para a ANP, que prevê investimentos totais de R$ 31 bilhões”, afirma Erick Portela, CEO da NTS.
Segundo ele, a estação de compressão de gás em Japeri vai viabilizar a médio e longo prazos a substituição do fornecimento do combustível proveniente da Bolívia e do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos.
“Os projetos são estratégicos para a segurança energética nacional e fazem parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento”, destacou a companhia em nota.