A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 4ª Delegacia de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Colinas, efetuou a prisão preventiva de G.S.S., 40 anos, apontado como pastor e acusado da prática de estupro de vulnerável. A operação policial, realizada em Colinas com apoio da Polícia Militar e com parecer favorável do Ministério Público e do Judiciário local, visa interromper um ciclo de abusos contra uma adolescente de 12 anos que perdurava por aproximadamente seis meses.
Detalhes da Investigação e Modus Operandi
A ação policial foi deflagrada após informações levantadas por equipes de inteligência indicarem que a adolescente estaria sendo vítima de abusos sexuais. O procedimento de investigação, instaurado a partir da denúncia, revelou que o investigado, sob o pretexto de adotar a vítima, estava, na verdade, estuprando a adolescente. Durante as buscas em sua residência, dispositivos informáticos foram apreendidos, podendo auxiliar no aprofundamento das investigações.
A adolescente foi ouvida por meio de escuta especializada, confirmando os abusos. Constatou-se que o agressor teria instruído a vítima a mentir sobre sua virgindade, caso fosse questionada, alegando ter um namorado na escola. Exames periciais subsequentes corroboraram as alegações. As investigações também revelaram que o homem se aproveitava da situação de vulnerabilidade econômica da vítima, presenteando-a e fazendo promessas, incluindo a de fugir com ela.
Declarações e Próximos Passos Legais
O delegado regional Jodivan Benevides ressaltou a importância da ação: “A prisão desse indivíduo interrompe um ciclo perverso de violência sexual e psicológica a que a vítima estava sendo submetida. Ainda precisamos avançar nas investigações a fim de esclarecer toda a dinâmica desse crime hediondo, que foi descoberto por meio da integração entre as polícias Civil e Militar de Colinas do Tocantins”, afirmou. Após ser preso, o suspeito foi conduzido à 6ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Colinas para os procedimentos legais cabíveis e, posteriormente, recolhido à Cadeia Pública local, onde aguardará manifestação da Justiça.