Começou nesta quinta-feira (14), no Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, no bairro do Cabula, em Salvador, um mutirão inédito de cirurgias de mão que vai beneficiar 86 pacientes regulados pelo SUS. A ação reúne 21 especialistas para a realização de procedimentos de média e alta complexidade em pessoas que apresentam deformidades, lesões ou limitações funcionais nos membros superiores. A iniciativa acontece até sábado (16).
Considerada uma das áreas mais complexas da ortopedia, a cirurgia de mão exige alta precisão técnica. "Um mutirão como este colabora para dar vazão à fila e tratar casos complexos, como crianças com deformidades congênitas. Somos hoje o maior hospital ortopédico do país em número de cirurgias realizadas e o único hospital de referência em cirurgia eletiva de mão no estado. Nosso objetivo é acelerar o atendimento e já iniciar a reabilitação", explicou o chefe da cirurgia da mão do hospital, Fernando Azevedo.
As cirurgias acontecem de forma simultânea entre as salas do Centro Cirúrgico e as salas do Day Hospital. A maior parte dos procedimentos permite que o paciente receba alta no mesmo dia, com acompanhamento ambulatorial e reabilitação funcional oferecidos pela unidade.
Para as famílias, o mutirão representa a realização de sonhos e mais qualidade de vida. É o caso da professora Dione Nascimento, mãe da jovem Isabela, que passou por um procedimento para correção de uma deformidade congênita. "Ela nasceu com um dedo a mais e agora, aos 15 anos, resolveu tirar. Para ela, incomodava muito e afetava a vida social, então ela decidiu e estamos aqui para realizar o que é melhor para ela. A expectativa agora é que a vida seja melhor daqui para frente e, graças a Deus, foi realizado hoje."
Como ter acesso
Em dois anos de funcionamento, a equipe de cirurgia da mão do Hospital Ortopédico já realizou 3.441 procedimentos cirúrgicos e mais de 16.089 atendimentos ambulatoriais, consolidando a unidade como referência nacional na especialidade. Coordenadora da Regulação no hospital, Janiele Anjos explica como o paciente pode ter acesso aos serviços da unidade e ao mutirão por meio do Sistema de Regulação Ambulatorial (SRA).
“O paciente se cadastra na prefeitura ou no bairro e nossa equipe faz a triagem técnica. Após a consulta especializada aqui no nosso ambulatório, o médico já emite a documentação e encaminha o paciente internamente para a cirurgia. O mutirão visa justamente absorver essa demanda reprimida e dar vazão à lista de espera", detalhou Janiele.
Repórter: Leo Moreira/GOVBA
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