Fotos: Gabriel Calazans
A expectativa do secretário da Fazenda, Expedito Eloy, é de que o crescimento da arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) neste ano, em Feira de Santana, em relação a 2025, varie entre 15% e 20%. Ele avalia o resultado inicial como positivo.
Segundo o secretário, logo após o encerramento do prazo para pagamento do tributo com desconto de 20% sobre o valor devido, observou-se, em uma avaliação preliminar, um aumento de 10% no montante arrecadado. Mas o total deverá crescer nos próximos meses, com a entrada dos valores pagos de forma parcelada.
“Mas nem todo contribuinte está em condições financeiras de pagar o IPTU em parcela única, mesmo com o generoso desconto oferecido. Portanto, só teremos a situação real em dezembro, porque muitos optaram pelo parcelamento”, disse o secretário.
O pagamento do IPTU, quase sempre feito por pessoas físicas, funciona como um termômetro para avaliar o humor dos moradores de uma cidade em relação à administração municipal. Quando não estão satisfeitos, muitos atrasam a quitação do carnê ou simplesmente deixam de pagá-lo.
Expedito Eloy afirmou que, neste ano, como ocorreu em outras oportunidades, não foi possível prorrogar o prazo do pagamento em cota única com desconto, encerrado em 30 de abril. “Não houve fato que justificasse, perante os órgãos de fiscalização, essa decisão”, explicou.
O secretário também elogiou o trabalho realizado pelos Correios, que, faltando seis dias para o encerramento do prazo, informaram que 96% dos carnês haviam sido entregues. “Mas existem alguns problemas relacionados a endereços incorretos ou à recusa do morador em receber o documento”, observou.
Outro ponto abordado pelo secretário foi o atendimento prestado pelos servidores da Secretaria da Fazenda no Ceaf. “Eles não pouparam esforços para que todas as dúvidas dos contribuintes fossem esclarecidas”, destacou.
Como ocorre com toda a arrecadação do município, 40% do montante arrecadado com o IPTU são destinados a investimentos em Saúde e Educação — 15% e 25%, respectivamente.
Neste ano, não houve aumento real nos valores dos tributos; foi aplicada apenas a reposição inflacionária do período.
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