O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB), realizou, na terça-feira (2), a terceira edição do projeto “Ciência na Floresta”, no auditório da instituição, em Belém. Com o tema “Ciência Cidadã: Unidades de Conservação e Educação”, o encontro reuniu pesquisadores, educadores, estudantes e servidores em um espaço dedicado à troca de conhecimentos e à valorização das pesquisas científicas desenvolvidas nas unidades de conservação do Estado.
A iniciativa integra as estratégias do Ideflor-Bio para democratizar o acesso à produção científica realizada nos territórios protegidos e aproximar a sociedade dos debates sobre biodiversidade, educação ambiental e conservação da natureza. Nesta edição, o foco esteve na ciência cidadã, prática que incentiva a participação ativa da população em pesquisas científicas e ações de monitoramento ambiental.
Ao estimular reflexões sobre o papel da sociedade na preservação dos ecossistemas, o evento destacou que o conhecimento científico também pode ser construído de forma colaborativa, com a participação de comunidades, visitantes e cidadãos interessados na proteção da biodiversidade amazônica. A proposta reforça a educação ambiental como instrumento de conscientização, pertencimento e corresponsabilidade com os espaços naturais.
Especialistas compartilham experiências
A programação contou com a participação do biólogo e mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), André Luiz Soares Nunes, pesquisador associado do Laboratório de Ecologia e Zoologia de Vertebrados (LABEV-UFPA); de Humberto Pereira, docente da Educação Básica da Secretaria Municipal de Educação de Belém e mestre em Currículo e Gestão da Escola Básica pela UFPA; e de Fábio Soares, biólogo, mestre em Ecologia e Conservação pela UFPA e doutorando em Ecologia pela mesma instituição.
Durante sua participação, Humberto Pereira destacou a importância de iniciativas que promovem o compartilhamento de experiências e saberes científicos.
“Reunir pessoas que estudam, pesquisam e desenvolvem ações transformadoras é sempre uma iniciativa relevante. O Ciência na Floresta contribui para a multiplicação do conhecimento e fortalece o diálogo entre diferentes áreas de atuação”, ressaltou.
Conservação com participação social
O pesquisador André Soares enfatizou a necessidade de ampliar o olhar da sociedade sobre espécies frequentemente cercadas por mitos e desinformação, além de destacar a ciência cidadã como ferramenta de conservação.
“Sapos, serpentes e lagartos raramente aparecem como símbolos da conservação ambiental. Historicamente, são vítimas do medo e da desinformação. No entanto, são importantes indicadores da saúde dos ecossistemas. A ciência cidadã aproxima a academia da sociedade, transformando visitantes e moradores em colaboradores da pesquisa científica. Quando uma pessoa registra um animal em vez de ignorá-lo ou atacá-lo, contribui não apenas para a produção de conhecimento, mas também para a conservação da biodiversidade”, afirmou.
Aproximação entre ciência e sociedade
Segundo a analista em gestão cultural do Ideflor-Bio, Yby-Ty’eté Tupinambá, o projeto foi criado para fortalecer a conexão entre a produção científica e a população.
“O Ciência na Floresta nasceu para promover o diálogo entre universidades, laboratórios e a sociedade. Trazer o debate sobre ciência cidadã é uma forma de mostrar que a preservação ambiental depende da participação direta e cotidiana de cada cidadão”, destacou.
Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, a iniciativa fortalece o acesso ao conhecimento e incentiva a participação social nos debates ambientais.
“O Ciência na Floresta tem um papel fundamental ao aproximar a sociedade do conhecimento científico produzido nas unidades de conservação. Mais do que divulgar pesquisas, o projeto fortalece a educação ambiental e demonstra que cada cidadão pode contribuir para a conservação da biodiversidade. Criar espaços de diálogo como este é investir em conscientização, participação social e no futuro sustentável da Amazônia”, afirmou.
TRANSPORTES NGTM anuncia novas etapas de interdição na Avenida João Paulo II para avanço nas obras de viaduto
VÍDEO Minuto Agência Pará: veja os destaques desta sexta-feira (12/06)
Geral PM do Rio reforça policiamento durante jogos da seleção brasileira
Geral IBGE abre inscrições em seleção para 8,2 mil vagas de nível médio
ESCOLA HOSPITALAR Pacientes da Escola Hospitalar do Hemopa preparam homenagem aos doadores de sangue
Tocantins Polícia Civil do Tocantins integra encontro técnico sobre recuperação de ativos, em São Paulo Mín. 21° Máx. 36°
Mín. 22° Máx. 34°
Parcialmente nubladoMín. 22° Máx. 35°
Tempo limpo



